FDA aprova a primeira pílula que pode ser rastreada pelo corpo humano

A Administração de Alimentos e Drogas dos EUA (FDA, na sigla em inglês) aprovou nesta segunda-feira a primeira pílula que pode ser digitalmente monitorada pelo corpo. O medicamento Abilify MyCite (aripiprazole), usado para tratar transtornos mentais como esquizofrenia e depressão em adultos, tem um sensor acoplado ao remédio que registra se a medicação foi tomada ou não.

Um adesivo usado pelo paciente recebe e transmite essa informação ao seu celular. O médico que prescrever o remédio também poderá acessar esses dados, caso o paciente permita, segundo o Globo.

Apesar de especialistas acreditarem que a tecnologia possa ajudar a melhorar o monitoramento e adequação das medicações, a empresa responsável pela pílula ressalta que o produto não teve resultados comprovados para isso. A bula do medicamento também diz que o Abilify MyCite não deve ser usado para rastrear a ingestão em tempo real ou durante uma emergência. Isso porque a detecção pode ser lenta ou nem acontecer.

Do tamanho de um grão de areia, o sensor é ativado quando entra em contato com fluido estomacal. Isso pode levar de 30 minutos a duas horas para acontecer, e a ingestão então ser detectada.

Mitchell Mathis, da FDA, afirmou: “Ser capaz de rastrear a ingestão de medicamentos prescritos para transtornos mentais pode ser útil para alguns pacientes.” Ele acrescenta: “A FDA apoia o desenvolvimento e o uso de novas tecnologias na prescrição de medicamentos e é comprometida em trabalhar ao lado das companhias para entender como a tecnologia pode beneficiar pacientes e médicos”.

As pílulas não são licenciadas para serem usadas em pessoas idosas com transtornos mentais e nem para pacientes pediátricos. Aqueles que fizerem uso da medicação devem ser acompanhados no que diz respeito a pensamentos e comportamentos suicidas.

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