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Gilmar Mendes nega liminar para soltar operador de propinas do PSDB

O ministro Gilmar Mendes negou, nesta sexta-feira, pedido liminar da defesa e manteve a prisão preventiva de Paulo Vieira de Souza, ex-diretor de engenharia da Dersa, conhecido como Paulo Preto. Gilmar ainda rejeitou outro pleito dos advogados para que o caso subisse para o Supremo Tribunal Federal (STF), onde os processos costumam levar mais tempo de tramitação do que na primeira instância.

Apontado na Operação Lava-Jato como operador de propinas do PSDB, Paulo Preto, teve a prisão decretada em 6 de abril pela 5ª Vara Criminal Federal em São Paulo, a mesma que recentemente aceitou denúncia contra ele pelo desvio de R$ 7,7 milhões, entre 2009 e 2011, durante o governo de José Serra (PSDB).

O operador foi acusado de incluir 1,8 mil falsos beneficiários de desapropriações em função das obras do trecho Sul do Rodoanel, da Avenida Jacu-Pêssego e das obras de ampliação da Marginal Tietê.

A acusação é, no entanto, apenas uma parte do volume de informações já à disposição dos integrantes da força-tarefa da Lava-Jato paulista. As informações são de O Globo.

As atividades de Paulo Preto junto às construtoras que venciam licitações em obras viárias no estado foram relatadas na delação de Adir Assad, antigo operador de propina em esquema de lavagem de dinheiro.

Assad era investigado desde 2012, mas sua rede só ruiu quando foi alcançado pela Lava-Jato, durante investigações sobre a Andrade Gutierrez, uma de suas principais clientes. Ele cobrava uma comissão para emitir notas frias a empresas que precisavam de dinheiro em espécie para fazer pagamentos ilegais.

Condenado à prisão, Assad fez acordo de colaboração em troca da redução de pena. Ele contou aos procuradores ter entregue malas de dinheiro diretamente a Paulo Preto, em imóvel que tinha até parede falsa para guardar recursos.

Autoridades suíças informaram à Lava-Jato que outra parte do dinheiro de Paulo Preto esteve no exterior: pelo menos 35 milhões de francos (cerca de R$ 113 milhões) passaram por quatro contas associadas à offshore panamenha Grupo Nantes S/A, tendo Paulo Preto como beneficiário

Paulo Preto também foi mencionado na colaboração de executivos da Odebrecht. O ex-diretor de Infraestrutura Benedicto Júnior contou que o dirigente cobrou 0,75% do valor de um contrato de execução do Rodoanel, o que teria resultado em um pagamento de R$ 2,2 milhões.

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