Médico denuncia erro durante eleição em Natal: ‘votaram no meu lugar’

O médico potiguar Emílio Hipólito, de 50 anos, que é eleitor em Natal, denunciou nas redes sociais que não conseguiu votar nos seus candidatos a prefeito e vereador, no domingo (15), porque outra pessoa teria votado no seu lugar. O caso aconteceu em uma faculdade da Zona Leste da capital potiguar. O G1, ele afirmou que o caso foi registrado em ata.

O caso aconteceu na seção 363 da 2ª Zona Eleitoral, que funciona na faculdade UNI-RN. Ao chegar para votar e apresentar seus documentos, o eleitor disse que foi informado que o seu comprovante de votação já tinha sido levado e, por isso, ele não poderia votar.

“Fico frustrado de ter participado da campanha dos meus candidatos e não poder votar, não poder ajudá-los. Alguém me tirou o direito do voto. Votaram no meu lugar.”

O G1 procurou o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, mas até a última atualização desta matéria, não recebeu retorno sobre o assunto.

De acordo com Emílio, ele chegou por volta das 14h à UNI-RN. O médico afirmou que apresentou a carteira de motorista, porém os mesários verificaram que o comprovante de votação dele já não estava no caderno. Também não constava qualquer assinatura no caderno de votação.

“Eu vi que o eleitor acima também tinha o mesmo nome que eu: Emílio. Lá estava assinado, com o nome dele, mas o comprovante de voto continuava lá. Eu acredito que pode ter acontecido um erro”, afirmou.

Apesar disso, os mesários tentaram colocar o número de registro do eleitor, para liberar o voto, mas o sistema teria apontado que ele já tinha votado.

“Eu sugeri que eles tentassem colocar o número do eleitor acima, para eu votar, já que poderia ter acontecido um erro, mas eles disseram que não podiam fazer isso”, disse.

Sem conseguir o voto, o médico afirmou que aguardou a chegada do presidente da mesa, que estava em horário de almoço, e só deixou o local próximo às 16h, após ligar para advogados e exigir que o problema fosse registrado em ata. O documento foi assinado pelo presidente da mesa e pelos mesários.

Emílio ainda afirmou que não sabe se o caso foi um erro ou algo intencional, mas quer que o caso seja apurado. Ele ainda reclamou do “despreparo” dos mesários, que não souberam orientar corretamente sobre o que ele deveria fazer.

Fonte: G1

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