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Microempresas geram vagas no RN mas saldo de emprego termina negativo

O Rio Grande do Norte iniciou o ano com um cenário pouco promissor em relação à abertura de novas vagas no mercado de trabalho formal. As microempresas foram as únicas a gerar novas contratações de trabalhadores com carteira assinada em janeiro deste ano, com a criação de 384 novos postos de trabalho. As pequenas, médias e grandes empresas do estado encerraram o primeiro mês do ano com número maior de demissões comparado ao das admissões. Isso levou o Rio Grande do Norte registrar um saldo negativo de 2.430 vagas perdidas no mês.

Nos primeiros 30 dias do ano, os estabelcimentos empresariais instalados em território potiguar realizaram 14.154 admissões e funcionários no regime celetista. No entanto, neste mesmo período, ocorreram 16.584 desligamentos. Somente as microempresas contrataram mais. As empresas de pequeno porte perderam 461 postos de trabalho, enquanto as médias, outros 842. As grandes empresas foram as recordistas em número de demissões, com 1.512 vagas encerradas, o que pesou no resultado total da geração de empregos no RN, contribuindo para o saldo total negativo, o pior resultado entre os estados do Nordeste.

O desempenho das contratações por parte das empresas formais do estado de acordo com o porte é verificado no Mapa do Emprego do RN, uma publicação elaborada mensalmente pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, que analisa a evolução das contratações e demissões formais, tendo como base os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes ao primeiro mês do ano, e foi publicado nesta sexta-feira (11). Desde janeiro de 2020, o uso do Sistema do Caged foi substituído pelo eSocial (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas) para as empresas, o que traz diferenças na comparação com resultados dos anos anteriores a 2019. O boletim está disponível para visualização e download no portal do Sebrae ( www.rn.sebrae.com.br).

As maiores perdas foram registradas nos setores da indústria, agropecuário e comércio, com baixas de 1.528 vagas, 1.323 postos de trabalho e 1.039 empregos, respectivamente. O setor de serviços foi o que teve o maior número de contratações, com abertura de 1.184 novos empregos, seguido do segmento da construção civil, que abriu 276 novos empregos.

De acordo com o Mapa do Emprego do RN, a cidade de Riachuelo foi a que mais abriu vagas no mês. Foram 85 novos empregos criados. Já o município de Tibau do Sul gerou 71 novas frentes de trabalho, enquanto Mossoró criou outras 61. A capital potiguar registrou 60 novas vagas e Currais Novos 58. No entanto, houve perda de emprego em cidades, como Baía Formosa (-1.325), Arês (-460), Apodi (-188), Governador Dix-Sept Rosado (-187) e Upanema (-165) , cujo enceramento de postos empregatícios suplantou as novas vagas criadas nas demais cidades.

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