Governador e comitiva chinesa visitam terreno da primeira fábrica da Chint na América Latina

Em breve o Rio Grande do Norte será a sede da fábrica chinesa Chint de painéis fotovoltaicos na América Latina. Para dar andamento ao processo de instalação da empresa, o governador Robinson Faria e representantes da Chint visitaram na manhã desta quarta-feira (09), o terreno onde será construída a multinacional. Ao todo, a Chint ocupará um espaço de 25 hectares, as margens da BR-101, no município de Extremoz.

Robinson Faria afirmou que a vinda da empresa chinesa representa crescimento para a economia do RN. “A segunda maior fabricante de placas fotovoltaicas do mundo vem para o estado potiguar e vai gerar mais de mil empregos, com investimentos em torno de R$ 110 milhões. O governo continuará nessa parceria para garantir mais oportunidades, renda e desenvolvimento para o Estado”, ressaltou o governador. O chefe do Executivo estadual ainda destacou que outras empresas podem chegar ao Rio Grande do Norte para fornecer produtos e peças à Chint.

De acordo com um dos diretores da companhia chinesa, Jackie Xiang, a comitiva veio ao RN para conhecer o local e seguir com o planejamento da empresa. “Nossa equipe técnica virá ao estado para continuar com os estudos e planejamos iniciar a construção até o segundo semestre de 2018”, informou Xiang.

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Comitê Estadual do “Água para Todos” aprova ampliação das ações

O Comitê Executivo Estadual do Programa Água para Todos (PAT), presidido pelo Secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Ivan Júnior, se reuniu na manhã de ontem (08), na Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), para avaliar a execução das ações e sua ampliação no Estado.

Na ocasião, foram apresentados o calendário de atividades, a nova distribuição geográfica das obras dos sistemas de abastecimento e os barreiros que serão implantados nas regiões, bem como a atualização das ações sociais e técnicas.

O Coordenador do PAT/RN e assessor técnico da Semarh, Ranielle Linhares, explica que os diagnósticos apontaram a necessidade de modificações, na escolha das comunidades beneficiadas. “O Secretário Ivan Júnior também solicitou uma avaliação para inserção de outros municípios, que estão ou vão entrar, à curto prazo, em colapso de abastecimento”.

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Presidente da CPI do BNDES no Senado teve campanha financiada por JBS

JBS

Dos 21 senadores que vão compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES no Senado, ao menos três receberam doações do grupo J&F na eleição de 2014, incluindo o próprio presidente do colegiado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). A CPI foi instalada na semana passada e tem como objetivo investigar empréstimos feitos pelo banco de fomento que beneficiaram o conglomerado do setor de carnes.

Dos cerca de R$ 2 milhões de doações que Alcolumbre recebeu oficialmente em 2014, R$ 138 mil foram oriundos de doações do grupo J&F. Além dele, os outros dois membros da CPI do BNDES que também aparecem na planilha apresentada pela JBS são os senadores Acir Gurgacz (PDT-RO) – que recebeu R$ 833 mil de um total de R$ 4,2 milhões – e Paulo Rocha (PT-PA), que recebeu R$ 233 mil da JBS de um total de R$ 3,3 milhões de doações. Os senadores não possuem até o momento inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o pedido de criação da CPI, de autoria do senador Roberto Rocha (PSB-MA), o colegiado tem como objetivo principal investigar supostas irregularidades nos empréstimos concedidos pelo BNDES no programa de globalização das companhias nacionais nos últimos 20 anos, com destaque para operações de financiamento do grupo J&F, controlador do frigorífico JBS, cuja delação levou à investigação do presidente Michel Temer. As informações são de O Estado de São Paulo.

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Por cargos, centrão ameaça derrotar pauta econômica do governo

Brazil's President Michel Temer reacts during a ceremony at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil July 13, 2017. REUTERS/Adriano Machado TPX IMAGES OF THE DAY ORG XMIT: BSB202

Sem receber os cargos prometidos pelo Palácio do Planalto, partidos da base de Michel Temer ameaçam impor uma derrota ao governo já na semana que vem, quando deve ocorrer a primeira votação importante da pauta econômica depois da rejeição da denúncia contra o presidente.

Siglas do chamado “centrão”, grupo que reúne partidos médios como PP, PR, PSD e SD, pretendem boicotar as negociações sobre a medida provisória do Refis, programa de renegociação de dívidas com o fisco. Esse texto é considerado prioritário pelo governo para tentar salvar as contas públicas deste ano.

Alegando falta de diálogo com o Planalto, essas siglas afirmam que o governo se recusa a redistribuir os espaços hoje ocupados por indicações de deputados que votaram contra Temer na Câmara na semana passada.

O Refis é a principal arma do governo para ampliar a arrecadação deste ano, diminuir o rombo no Orçamento e amenizar a revisão da meta fiscal —atualmente estipulada em um deficit de R$ 139 bilhões.

A expectativa da área econômica do governo era arrecadar R$ 13 bilhões com o programa, mas a Câmara alterou o texto, gerando mais benefícios para os devedores, e reduziu essa projeção para menos de R$ 1 bilhão. O governo quer negociar um meio-termo, mas a base de Temer resiste. As informações são da Folha de São Paulo.

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Andrade Gutierrez pagou R$ 30 mi em propinas para ‘matar’ CPI, diz empresário

BRASILIA, DF, BRASIL 28-08-2012, 19h00: CPI – Caso Cachoeira - A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) que investiga as relações de Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados ouve o depoimento do empresário Adir Assad, apontado como agente usado pela Delta e outras empresas para lavar dinheiro. (Foto: Sergio Lima/Folhapress PODER)

Assad tinha atuação no ramo de entretenimento, tendo viabilizado shows de artistas internacionais no país, tais como U2, Beyoncé, Shakira, entre outros.

ITALO NOGUEIRA – Folha de São Paulo

O empresário Adir Assad afirmou nesta quarta-feira (9) que empreiteiras pagaram propina para “matar” a CPI do Cachoeira, em 2012, quando seu nome surgiu pela primeira vez como o responsável por gerar dinheiro vivo para a Delta Construções para repasses a políticos.

Assad disse que a Andrade Gutierrez pagou R$ 30 milhões em propinas para que ele não fosse questionado de forma contundente pela comissão. De acordo com o empresário, a informação veio de Flávio Barra, ex-executivo da construtora.

“Ele deve ter passado o chapéu com outras empreiteiras. Cheguei lá, todos os deputados estavam no celular, para não fazer perguntas. Parece que fui lá fazer uma palestra”, disse Assad.

Assad prestou depoimento ao juiz Marcelo Bretas em processo sobre o pagamento de propina a dirigentes da Eletronuclear pela Andrade Gutierrez, para quem também prestou o serviço de “caixa dois”.

“Gerei R$ 1,7 bilhão de propina”, afirmou ao juiz. Ele citou o PSDB e PT como alguns dos partidos destinatários desses recursos. No entanto, não especificou nomes de políticos que teriam recebido os valores.

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Supermercado seria inaugurado com 16 toneladas de mercadorias roubadas

Supermercado

Polícia prendeu em flagrante o dono do estabelecimento, Felipe de Souza Brito, de 37 anos

Um supermercado seria aberto em Santos, no litoral sul de São Paulo, com aproximadamente 16 toneladas de mercadorias roubadas. A polícia prendeu em flagrante o dono do estabelecimento, o comerciante Felipe de Souza Brito, de 37 anos.

A carga já estava distribuída no estabelecimento, que estava próximo de ser inaugurado. A polícia encontrou no local outros produtos roubados. O comerciante tem passagens por receptação qualificada e foi autuado pelo mesmo crime, segundo informações de O Estado de São Paulo.

Segundo a Polícia Civil, o sequestro de um caminhoneiro ajudou a solucionar o caso. O motorista de um caminhão foi rendido por criminosos durante a manhã quando transportava uma carga de produtos alimentícios.

Os policiais conseguiram rastrear o veículo e descobriram que a carga havia sido transferida para o supermercado.

Rodrigo Maia ‘pula’ preso da Lava Jato e chama terceiro suplente à Câmara

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Presidente da Câmara manda ofício a Moro perguntando sobre situação de Luiz Argolo, condenado a 12 anos e oito meses de prisão por propina de R$ 1,4 milhão

Julia Affonso e Ricardo Brandt –  O Estado de são Paulo

Primeiro da fila para assumir a cadeira, Luiz Argolo foi ‘pulado’ pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM). Nas eleições de 2014, Argolo ficou com a vaga de suplente da coligação. Desde abril de 2015, ele está preso pela Lava Jato, no Paraná.

Na sexta-feira, 4, Maia enviou ofício ao juiz federal Sérgio Moro, símbolo da Lava Jato, para saber do paradeiro de Argolo. O magistrado informou que ele está encarcerado.

Segundo a Câmara dos Deputados, como Argolo não pode assumir o cargo, será convocado o terceiro suplente da colgiação, Colbert Martins, do PMDB. Isso porque o segundo suplente já está em exercício.

Imbassahy foi nomeado ministro da Secretaria de Governo em fevereiro deste ano. Na semana passada, o tucano foi exonerado do cargo para votar a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva no caso JBS. Após a votação, Imbassahy voltou ao governo e abriu uma vaga para suplente.

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Moro mantém Bendine na carceragem da PF em Curitiba

Aldemir Bendine

O juiz federal Sérgio Moro suspendeu, nesta terça-feira, 8, a transferência do o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine da carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, base da Operação Lava Jato, para o Complexo Médico-Penal em Pinhais, região metropolitana da capital paranaense. A transferência havia sido requerida pela polícia.

O Complexo de Pinhais é o local para onde são levados os prisioneiros da Lava Jato, condenados ou sob investigação. Bendine foi preso em 27 de julho na Operação Cobra, fase 42 da Lava Jato, por suspeita de propina de R$ 3 milhões da Odebrecht

A defesa de Bendine pediu a reconsideração da ordem de transferência do investigado. Nesta segunda-feira, 7, o Ministério Público Federal solicitou ao juiz que suspendesse a transferência, solicitada pela PF, segundo informações da Agência Estado.

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Mil bois morrem em Mato Grosso do Sul sob suspeita de botulismo

Bois da fazenda Agropecuaria Paqueta

Cerca de 1,1 mil bois confinados morreram na semana passada com suspeita de botulismo na Fazenda Monica Cristina, em Ribas do Rio Pardo, em Mato Grosso do Sul. O Estado é um dos principais produtores de boi para corte do país, com 20 milhões de cabeças.

Especialistas do setor dizem que, nos últimos anos, não se lembram de uma mortalidade tão grande de animais no rebanho nacional causada por doença. O prejuízo estimado da 7 Pecuária, dona do rebanho, que estava quase pronto para o abate, é de R$ 2 milhões.

Luciano Chiochetta, diretor-presidente da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro), disse que até sexta-feira deverá sair o laudo veterinário sobre o que provocou as mortes. Pelos sintomas apresentados pelos animais – paralisia dos membros e parada cardiorrespiratória – e pelo fato de ter sido encontrado bolor na silagem, há suspeitas de que as mortes tenham sido causadas por intoxicação pela ingestão de toxina botulínica.

“A intoxicação é alimentar e não se trata de um doença infecto contagiosa”, explicou Chiochetta. Isso significa que não há risco de que a doença se propague e contamine os rebanhos de fazendas vizinhas. As informações são da Agência Estado.

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Janot criticou em denúncia encontros fora da agenda, como o de Temer com Dodge

BRASÍLIA, (DF), 05-08-2017 Entrevista exclusiva com o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, em sua residência, no Lago Sul. Foto: Sérgio Lima/Folhapress ***ESPECIAL***EXCLUSIVA*** ORG XMIT: Sergio Lima

Os encontros noturnos e fora da agenda do presidente Michel Temer (PMDB) no Palácio do Jaburu “revelam o propósito de não deixar vestígios dos atos criminosos lá praticados”.

A afirmação é do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na denúncia em que acusou o presidente de corrupção passiva, por ser supostamente o destinatário final de uma mala com R$ 500 mil e uma promessa de outros R$ 38 milhões em propinas da JBS. Veja a íntegra aqui.

No último dia 2, a Câmara dos Deputados decidiu não dar autorização para que o caso fosse encaminhado ao STF.

As circunstâncias do encontro —o horário e a ausência de registro oficial— são as mesmas em que o presidente recebeu, às 22h noite de terça (8), Raquel Dodge, subprocuradora da República e sua sucessora na PGR (Procuradoria-Geral da República).

À Folha Raquel Dodge afirmou que se encontrou com o presidente para discutir sua posse, em setembro. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

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Temer recebe Raquel Dodge às dez da noite e fora da agenda oficial

Raquel Dodge

O presidente Michel Temer recebeu mais uma visita fora da agenda oficial no Palácio do Jaburu, residência do presidente. Dessa vez, a convidada foi a nova procuradora geral da República, Raquel Dodge. Ela chegou por volta das 22h dessa terça-feira (8) e foi flagrada por um cinegrafista da TV Globo.

Em entrevista à “Folha”, a substituta de Rodrigo Janot, que sairá da Procuradoria em setembro, quando seu mandato se encerra, disse que o encontro foi para discutir o dia e horário de sua posse no cargo.

“O presidente indagava sobre a data e horário possível para a minha posse, pois precisa viajar para os Estados Unidos no dia 18 de setembro, segunda, para fazer a abertura da Assembleia Geral da ONU no dia 19. O mandato do PGR termina no dia 17, domingo”, disse Dodge à “Folha”.

Em junho, Raquel foi indicada por Temer para assumir o posto deixado por Janot. Um mês depois ela foi sabatinada pelo Senado e teve a indicação aprovada para comandar a Procuradoria Geral, órgão que comanda as investigações da Lava Jato e que, ainda sob o comando de Janot, apresentou denúncia de corrupção passiva contra Temer.

Barroso, do STF, critica quem vive com ‘dinheiro desviado’

BARROSO

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nessa terça-feira (8) que o Brasil é um país que “se perdeu na história” e defendeu punição às pessoas que se acostumaram a viver com “dinheiro desviado do povo brasileiro”. A declaração de Barroso foi dada em São Paulo durante palestra promovida pela consultoria de negócios Consulting House.

“Nós somos um país que se perdeu na história, que se desencontrou de si mesmo, que se desencontrou da sua gente, que se desencontrou do seu destino. É preciso começar a mudar a partir dessa constatação evidente”, afirmou o ministro no evento, segundo o jornal Valor Econômico.

Para o ministro, é “impossível não sentir vergonha” da corrupção no Brasil. Ele fez uma referência às delações do Grupo J&F, do empresário Joesley Batista, que gravou o presidente Michel Temer Foi essa delação que embasou a denúncia de corrupção passiva do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o peemedebista.

“Os áudios, os vídeos e as malas de dinheiro”, afirmou Barroso. “As provas saltam de qualquer espaço.” O prosseguimento da denúncia contra Temer foi barrado pela Câmara dos Deputados na semana passada. Um dia depois da votação no plenário, em um simpósio de Direito, Barroso havia afirmado, sem citar nomes, que havia uma “operação abafa” em curso contra a Lava Jato. As informações são da Agência Estado.

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Maioria do STF sinaliza veto a aumento de salário

Cármen Lúcia

Pelo menos seis dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal indicam que são contra a inclusão de um reajuste salarial de 16,38% na proposta orçamentária da Corte para 2018, segundo apurou o jornal “O Estado de S. Paulo”. Este percentual de aumento foi aprovado no fim do mês passado pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal. Para que o reajuste aos procuradores da República tenha validade, porém, é preciso que o Supremo encampe a proposta e o projeto seja aprovado no Congresso.

Esta vinculação ocorre porque o salário dos ministros do Supremo e do procurador geral da República – atualmente de R$ 33,7 mil – representa o teto do funcionalismo público. Um eventual reajuste para os integrantes do STF, portanto, provocaria um efeito cascata nos Estados, com a possibilidade de aumento também para juízes, procuradores e promotores.

Entidades da magistratura cobram a inclusão do reajuste na proposta orçamentária do Supremo. Esse é um dos principais pontos que serão discutidos e votados hoje na sessão administrativa da Corte.

O aumento para os procuradores da República aprovado pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal tem impacto estimado de R$ 116 milhões no próximo ano. A decisão provocou polêmica em meio à crise fiscal da União e ao esforço para cortar gastos públicos e elevar receitas. As informações são da Agência Estado.

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Reforma política terá ‘distritão’ como transição para distrital misto, diz Eunício

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O presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), afirmou na noite de terça-feira que ficou acertado entre os parlamentares nas discussões sobre a reforma política a adoção do modelo eleitoral conhecido como “distritão” como transição para que se chegue no futuro ao voto distrital misto.

“É difícil ter um consenso na questão da reforma política, mas basicamente ficou acertado que há necessidade de se fazer uma mudança no sistema eleitoral, e a mudança no sistema eleitoral é uma transição com o distritão”, disse Eunício após jantar organizado por ele com parlamentares da base aliada e da oposição para discutir a reforma político.

“Quase todos, eu inclusive, defendemos aqui o voto distrital misto, que é um sistema que tem o apoio muito maior da sociedade até do que dos próprios políticos. Como há dificuldade na questão de o TSE criar os distritos já para 2018, então, deve ser votado o distritão em 2018, mas, na mesma cláusula do distritão, já tem a definição de que a próxima eleição se dará com o voto distrital misto”, acrescentou o senador a jornalistas. As informações são de O Globo.

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Reforma política prevê do fim do vice ao telemarketing eleitoral

vicente-candido-relator-lei-geral-copa20120328-original.jpeg: O deputado federal Vicente Cândido (PT-SP), relator da reforma política

A Câmara dos Deputados deve votar nesta semana o relatório da reforma política elaborado pelo deputado Vicente Cândido (PT-SP). Os dois pontos principais do texto são a criação de um fundo público para financiamento de campanha e a mudança de sistema eleitoral. A comissão especial constituída para discutir esses projetos se reuniria na terça-feira (8), mas a sessão foi cancelada por falta de consenso entre os seus integrantes. Um novo encontro foi marcado para esta quarta-feira às 15 horas. Apesar de o tema ser polêmico e suscitar grandes debates, os parlamentares têm pressa em emplacar as propostas porque elas só podem vigorar nas eleições de 2018 se forem aprovadas pela Câmara e pelo Senado até o fim de setembro.

Com o aval de políticos de diferentes partidos, Cândido propõe a formação do chamado Fundo Especial de Financiamento da Democracia (FFD), que patrocinaria campanhas com verbas públicas. Caso seja aprovado a tempo, o fundo deve receber 3,5 bilhões de reais dos cofres do estado. Mas há a expectativa de que essa cifra aumente para 6 bilhões de reais, o gasto total da eleição de 2014. Esse dinheiro se somaria aos 820 milhões de reais repassados anualmente ao Fundo Partidário.

O financiamento público de campanha é um tema bastante sensível aos políticos, que viram a arrecadação cair drasticamente na eleição de 2016 em meio aos desdobramentos da Operação Lava Jato, que desvendou um megaesquema de corrupção baseado em pagamento de propina por meio de doação eleitoral de empresas. Desde 2015, também está proibida a contribuição de pessoa jurídica conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

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