Papa expulsa da igreja mais dois bispos chilenos ligados a abuso sexual

Encontro do papa Francisco com a cúpula da Igreja chilena no Vaticano em maio

O papa Francisco expulsou da Igreja Católica outros dois bispos chilenos por abuso sexual.

A medida foi divulgada pelo Vaticano neste sábado (13), depois de Francisco ter recebido o presidente chileno, Sebastián Piñera, em audiência privada. 

Os bispos Francisco José Cox Huneeis, arcebispo emérito de La Serena, e Marco Antonio Ordenes Fernández, arcebispo emérito de Iquique, receberam a maior punição da Igreja Católica “como resultado de atos manifestos de abuso”, informou a Santa Sé. 

Em ambos os casos aplicou o artigo 21 § 2, 2 ° do Motu Proprio “Sacramentorum sanctitatis tutela”, como um resultado de atos evidentes de abuso sexual contra crianças e adolescentes.

A decisão, tomada pelo papa na última quinta-feira (11), não admite recurso. Os dois foram substituídos por administradores apostólicos interinos.

“Tivemos um encontro muito bom e franco com o papa Francisco, falamos sobre a difícil situação em que vive a Igreja no Chile. Compartilhamos a esperança de que a igreja possa viver um verdadeiro renascimento e recuperar o afeto e a proximidade do povo de Deus “, disse o presidente do Chile. 

Em 21 de setembro, o papa Francisco tinha aceitado a demissão de outros dois bispos do Chile, país que investiga vários casos de abuso sexual cometidos pelo clero. À época, deixaram o cargo  dom Carlos Eduardo Pellegrin Barrera, 60, que atuava em San Bartlomé de Chillan, e dom Cristián Enrique Contreras Molina, da diocese de San Felipe

Igreja Católica chilena está no meio de uma tempestade desde a visita do pontífice no início do ano e da multiplicação de inquéritos —atualmente são 119— por casos de suspeita de abuso sexual por parte de membros da Igreja contra menores e adultos desde os anos 1960.

Em 18 de maio, a conferência episcopal chilena anunciou que os 34 bispos que foram a Roma se reunir com o papa Francisco apresentaram seu pedido de demissão. Na ocasião, o pontífice já havia aceitado a renúncia de outros cinco bispos chilenos, punindo, assim, uma hierarquia da Igreja acusada por vítimas de padres pedófilos de acobertarem os crimes. 

A mais polêmica saída foi a de dom Juan Barros, acusado de ter acobertado as ações de um padre pedófilo. Em sua viagem ao Chile em janeiro deste ano, o papa chegou a defendê-lo, em um primeiro momento.

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