PSB corre o risco de se esfacelar

Eduardo Campos em reunião do PSB, em 2010

Quase três anos depois da morte do então candidato a presidente da República Eduardo Campos, o seu partido, o PSB, corre o risco de se esfacelar. Dividida em quatro correntes, a legenda tenta encontrar um rumo para as eleições de 2018, em meio à disputa interna de poder, segundo informações de O Globo.

Na última semana, o clima esquentou com a oferta do presidente Michel Temer para que um grupo de dez parlamentares descontentes, que negociava a filiação ao DEM, embarcasse no PMDB. O PSB ainda ocupa um ministério no governo, o de Minas e Energia, com Fernando Bezerra Coelho Filho, mas a cúpula partidária defende o desembarque e tem se oposto às reformas trabalhista e da Previdência.

Além dos dez parlamentares (de uma bancada de 36) que pretendem sair do PSB para se manter fiéis ao governo Temer, há no partido outros três grupos: os que defendem a construção de uma aliança com o PSDB em 2018; os que querem se realinhar com o PT; e os que lutam para que a legenda tenha um candidato próprio a presidente.

O caminho da legenda deve ser definido em outubro, com a eleição de um novo presidente. Marcio França, vice-governador de São Paulo, tenta assumir o posto, hoje ocupado por Carlos Siqueira, um histórico aliado de Campos e de seu avô, o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes, morto em 2005.

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