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Servidores da Educação são vítimas de golpe com falsa notícia sobre ações na Justiça, diz sindicato no RN; trabalhadora perdeu R$ 9 mil

Professores e servidores administrativos da rede pública de educação do estado e da prefeitura de Natal se tornaram alvos de golpistas que cobram pagamento de taxas para liberação de supostos recursos conquistados pela categoria na Justiça.

A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte (Sinte). A direção da entidade afirma que não sabe quantos professores e servidores administrativos já caíram no golpe, mas que os relatos aumentaram nos últimos meses.

Somente nesta semana, uma servidora pública passou cerca de R$ 9 mil para os golpistas e só não perdeu mais dinheiro, porque o banco suspendeu a movimentação na conta dela, segundo a entidade.

“Já teve gente que pagou R$ 2 mil, R$ 3 mil, até R$ 9 mil, na expectativa de ter esse suposto valor liberado. Queremos deixar claro que nenhuma taxa é cobrada, quando o servidor ganha uma ação. Ele recebe o alvará, vai ao banco, e o dinheiro é transferido para a conta dele”, diz o coordenador geral do sindicato, Bruno Vital.

Bruno Vital explica que o sindicato tem assessoria jurídica e entrou com várias ações com solicitações de pagamentos de direitos dos servidores, ao longo dos anos. De acordo com ele, na maioria dos casos de golpe relatados ao sindicato, os golpistas citam três ações mais antigas, em que alguns trabalhadores já receberam recursos.

Ainda de acordo com ele, os golpistas afirmam que a pessoa tem cerca de R$ 45 mil a receber em um desses processos, mas que precisa pagar uma taxa para liberar o valor, ou acelerar o processo.

De acordo com ele, representantes do sindicato e pessoas que caíram já denunciaram os casos à Polícia Civil. Ele também orienta que pessoas que sofreram tentativas, mas não foram enganadas também busquem as autoridades para registrar a ocorrência.

Como o golpe funciona

De acordo com o sindicato, os relatos dos servidores são parecidos: eles recebem uma ligação ou uma mensagem pelo aplicativo de mensagens Whatsapp, com uma imagem da logomarca do sindicato.

O golpista se passa por um coordenador ou advogado da entidade e informa que a pessoa tem um precatório, ou valor a receber de uma das ações do sindicato, no valor de R$ 45 mil.

Porém, de acordo com o golpista, a pessoa precisa pagar uma taxa para ter acesso ao dinheiro. Eles enviam um boleto simulando uma guia de pagamento do Banco do Brasil, para transferência do valor, ou pedem transferência via pix.

“Nós já temos uma lista com 20 números de telefones que esses golpistas usaram para entrar em contato com os servidores. De fato, temos ações relativas a gratificações e outros direitos que não foram pagos em determinado período, mas ninguém deve pagar nada para receber esse valor, quando liberado pela Justiça”, diz o representante sindical.

De acordo com ele, as ações mais citadas pelos criminosos são três, que envolvem cerca de 16 mil servidores públicos.

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