Para 60% dos brasileiros, novas leis trabalhistas beneficiam os patrões

Os brasileiros acham que a reforma trabalhista e a terceirização privilegiam mais os empresários do que os trabalhadores —e os próprios empresários pensam assim, de acordo com o Datafolha.

Segundo o instituto, 64% dos entrevistados acham isso da reforma e 63% dizem o mesmo sobre a terceirização.

Para 34% dos ouvidos pelo Datafolha, a nova legislação deve aumentar a criação de empregos. Outros 31% consideram que não haverá mudança e igual parcela prevê que vagas serão fechadas. As informações são da Folha de São Paulo.

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Programa de quatro mil cestas básicas ainda não saiu do papel em Assú

O programa de cestas básicas para beneficiar aproximadamente 4 (quatro) mil pessoas carentes e de baixa renda, uma das promessas de campanha do atual prefeito do Assú Gustavo Soares, na hora que precisava de voto, não saiu do papel, mas o emprego para a mãe dele, Rizza Montenegro, engordando a conta bancária da oligarquia Montenegro/Soares, saiu logo no primeiro dia do governo.

Com salário de R$ 7 mil, Rizza, a mãe do deputado George Soares que ganha como aposentada da Assembléia mais de R$ 13 mil mensal, agora fatura mais de R$ 20 mil/mês. Até o final do ano, a mãe do prefeito do Assú e do deputado do PR, vai receber mais de R$ 240 mil, o que representa mais de R$ 1 milhão durante os quatros de mandato do filho.

Enquanto a sua mãe é contemplada com um gordo salário mensal, o prefeito para justificar a falta do benefício para milhares de famílias carentes, ele alega que encontrou a Prefeitura do Assú cheia de dívidas e pede um tempo para colocar a ‘casa em ordem’.

Só 10% dos brasileiros têm previdência privada, indica Datafolha

A maioria da população brasileira está despreparada financeiramente para um aperto nas regras de acesso à aposentadoria e uma redução no valor dos benefícios.

Só 38% dos entrevistados na pesquisa do Datafolha dizem aplicar em poupança e outros investimentos, e só 10% têm planos de previdência privada —tipo de investimento de longo prazo que costuma ser usado para o momento da aposentadoria.

Os porcentuais se elevam com a escolaridade e o nível de renda do entrevistado. Possuem plano de previdência privada 22% dos que terminaram a faculdade, contra 5% dos que só concluíram o ensino fundamental. As informações são da Folha de São Paulo.

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71% dos brasileiros são contra reforma da Previdência, mostra Datafolha

Reforma da Previdência e os principais pontos

Sete em cada dez brasileiros se dizem contrários à reforma da Previdência, mostra pesquisa realizada pelo Datafolha. A rejeição chega a 83% entre os funcionários públicos, que representam 6% da amostra e estão entre os grupos mais ameaçados pelas mudanças nas regras para aposentadorias e pensões.

Há maioria antirreforma entre todos os grupos sociodemográficos, e a taxa cresce entre mulheres (73%), brasileiros que ganham entre 2 e 5 salários mínimos (74%), jovens de 25 a 34 anos (76%) e os com ensino superior (76%).

O Datafolha fez 2.781 entrevistas em 172 municípios na quarta (26) e na quinta (27), antes das manifestações ocorridas na última sexta-feira (28). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Eduardo Cunha repartiu caixa 2 de R$ 6 mi com Henrique Alves e governador do Tocantins, afirmam delatores

Ex-presidente da Câmara, condenado a 15 anos de prisão na Lava Jato, exigiu valores ilícitos da Odebrecht em 2014, segundo executivos da empreiteira relataram ao Ministério Público Federal

Luiz Vassall – O Estado de São Paulo

O ex-deputado federal Eduardo Cunha, condenado a 15 anos e 4 meses de prisão no âmbito da Lava Jato, pediu R$ 7 milhões em caixa dois para a Odebrecht, que foram divididos entre as campanhas dele, de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) ao governo do Rio Grande do Norte e do governador Marcelo Miranda (PMDB-TO), em 2014, relataram delatores ao Ministério Público Federal.

O ex-presidente da Odebrecht Ambiental Fernando Reis afirmou que Eduardo Cunha ‘apresentava aos diretores da Odebrecht uma série de candidatos’ a ser financiada pela construtora. “Ele fazia essa introdução e deixava depois os candidatos conversando conosco”.

“Uma vez, nos pediu um apoio para a campanha a um cabo eleitoral em Itaboraí (região metropolitana do Rio). O prefeito de Itaboraí era da base de apoio dele. Pediu R$ 300 mil. Nós doamos. Tive percepção de que aquele dinheiro era para outros. Nunca entrei no mérito”, afirmou.

Nas eleições de 2014, segundo relatou Fernando Reis, Cunha pediu R$ 6 milhões. Do total, R$ 2 milhõesseriam destinados à campanha do então presidente da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ao governo do Rio Grande do Norte, e R$ 1 milhão ao então candidato ao governo do Tocantins Marcelo Miranda (PMDB).

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Mobilidade e saneamento terão R$ 5,9 bilhões do FGTS

O presidente Michel Temer vai divulgar nas próximas semanas o investimento de R$ 5,9 bilhões de recursos do FGTS para as áreas de saneamento e mobilidade. Do total de recursos, R$ 2,2 bilhõesserão destinados para drenagem e abastecimento de água, enquanto R$3,7 bilhões serão para as áreas de mobilidade urbana.

O Ministério das Cidades prepara o mapa das as regiões no País inteiro que devem receber as verbas. As cidades escolhidas serão anunciadas por Temer durante a Marcha dos Prefeitos, de 15 a 18 de maio, em Brasília. As informações são da Coluna do Estadão.

João Santana diz que Vaccari tentava usá-lo para mandar recados a lideres petistas

No depoimento prestado ao TSE, o publicitário João Santana reconheceu que não se dava bem com o ex-tesoureiro petista João Vaccari, segundo a Coluna do Estadão.

Santana reclamou que Vaccari queria usar seu trânsito com os principais líderes petistas para mandar recados estratégicos. O marqueteiro disse que considerava que Vaccari não tinha legitimidade ou competência para isso.

Falta de cirurgia bariátrica mata até 45 mil no País por ano, afirma estudo

A cada mil pacientes na fila pelo procedimento, mostra pesquisa do Hospital Oswaldo Cruz, 5 morrem a cada 12 meses de espera

A longa fila de espera para cirurgia bariátrica no Brasil provoca mortes evitáveis e custos ao sistema de saúde. Pesquisa estimando consequências da demora no acesso ao procedimento mostra que, a cada mil pacientes que aguardam a cirurgia, cinco morrem por ano de espera.

Como a estimativa dos pesquisadores é de que até 9 milhões precisem da cirurgia no País – aqueles na fila e os que ainda necessitam de encaminhamento – e só 1,5% deles sejam operados, a não realização da bariátrica causa até 45 mil óbitos evitáveis por ano.

Já o custo extra ao sistema público de saúde, segundo o estudo, é de U$ 720 milhões anuais (cerca de R$ 2,3 bilhões). A cada mil pacientes, são US$ 80 mil (aproximadamente R$ 256 mil) gastos a mais, a cada ano, por complicações da obesidade.

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Janot vai ao Supremo contra dispensa de alvará e licenciamento para templos religiosos

Procurador-geral da República entra com Ação Direta de Inconstitucionalidade contra emenda à Constituição de Minas que desobriga igrejas alegando ‘risco injustificado aos próprios adeptos das crenças praticadas nesses edifícios’

Fausto Macedo e Julia Affonso – O Estado de São Paulo

A dispensa de alvará e licenciamento para templos religiosos é inconstitucional. Para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, “cabe ao estado regular e limitar o exercício de atividades privadas, quando isso for necessário para proteção do interesse público”. Com esse entendimento, Janot propôs ao Supremo Tribunal Federal ação direta de inconstitucionalidade (ADI 5696) contra a Emenda Constitucional 44/2000 à Constituição do Estado de Minas Gerais, que autoriza a dispensa.

As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação Estratégica da Procuradoria.
Na ação, Janot destaca que suspender a prerrogativa pública, no caso de templos religiosos, “ameaça a segurança dos frequentadores desses locais e provoca ocupação desordenada do território do município”.

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Só crime no mandato será alvo de conselho, afirma presidente da Câmara

O presidente da Câmara Rodrigo Maia

Presidente da Câmara afirma que deputados federais investigados no Supremo por crimes cometidos antes de 2015 não devem sofrer processo de cassação

Igor Gadelha, Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

Um dos 39 deputados alvo de inquérito na Lava Jato, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que os parlamentares só devem responder a processos no Conselho de Ética na Casa se os crimes apontados nas investigações tiverem sido cometidos no atual mandato. De acordo com Maia, esta é a “jurisprudência” no colegiado, que ele deve seguir.

“O que está acontecendo na Câmara desde 2015 e desde antes é que, por exemplo, o Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara, cassado em outubro) apenas respondeu a processo no Conselho de Ética porque mentiu no mandato. Então, há uma jurisprudência na Câmara que você responde pelo ato daquele mandato. Isso está meio que colocado hoje. Pode mudar amanhã”, afirmou, em entrevista ao Estado.

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