Juíza proíbe Gleisi de atuar como advogada e visitar Lula a qualquer dia

A Justiça Federal proibiu a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, de atuar como advogada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.

Assim como o candidato a vice de Lula, Fernando Haddad, Gleisi havia se inscrito como advogada do ex-presidente para poder visitá-lo na carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba a qualquer momento.

Agora, ela só poderá fazer a visita às quintas-feiras, dia destinado a familiares e amigos.

A decisão foi tomada pela juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução penal dos presos da Lava-Jato, na noite desta quinta-feira. A magistrada usou o estatuto da advocacia para sustentar o despacho. Segundo ela, a lei proíbe integrantes do Poder Legislativo, como a senadora, de defenderem clientes em processos contra empresas públicas, como a Petrobras. Na ação do tríplex, a estatal atua, inclusive, como assistente de acusação.

A presidente do PT rebateu o argumento da juíza. Alegou, nas redes sociais, que foi “legalmente constituída” por Lula para atuar como sua advogada na defesa junto à Justiça Eleitoral, e não no processo da Lava-Jato. “Nem a ditadura militar proibiu advogados de se encontrarem com presos políticos que representavam”. Para ela, o caso é uma “perseguição” ao ex-presidente.

A proibição imposta a Gleisi também atingiu o tesoureiro do PT, Emídio de Souza, que havia sido indicado pela presidente do PT para também atuar como advogado na causa.PUBLICIDADE

A magistrada concedeu um pedido do Ministério Púlbico Federal (MPF), que quer investigar como foi possível a publicação de uma entrevista de Lula no jornal italiano “La Reppublica”. A acusação diz que Gleisi franqueou a entrada do jornalista, que teria gravado o encontro.

No mesmo despacho, a juíza negou pedidos de entrevistas e sabatinas, de jornalistas interessados em falar com Lula.

A decisão ainda determina a abertura de conta judicial para recolher cerca de R$ 30 milhões que o presidente deve a título de reparação de danos e multa no processo do tríplex.

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